ÍDOLO: NOAM CHOMSKY
As palavras não dão saltos assim tão grandes que não as possamos controlar na aquisição de novos itens lexicais!
Vou falar de um homem. Do homem culpado por eu ter seguido Linguística. Meu amado e adorado culpado, este texto de hoje, é todo ele para ti.
Já estamos habituados a ouvir que somos frustrados. Quem disse que não gostamos de o ser? Se o preço a pagar for ser frustado, eu pago!
Perguntam-nos: "Então agora que terminaste Linguística,que curso vais fazer?" - dizem-nos isto porque não valorizam a arte arquitectónica da estrutura de uma frase, a divisão de um ataque complexo de uma sílaba, a estrutura de um som...os esquemas tão eloquentes da parentetização, ao invés dos famosos esquemas em árvore.
Fernando Pessoa dizia que o espírito do Almada Negreiros manifestava-se em não se manifestar, ou seja, a intenção de fazer um acto, sublimava-se como consequência imediata, não o fazer!Eu então ouso não falar de Linguística com ninguém que não seja Linguista. Não adianta!As mentes académicas da área da Psicologia, Educação, Matemática...etc, nunca irão desenvolver sensibilidade para amar a palavra na sua verdadeira concepção, nem valorizar o arrepio que as palavras causam a quem tantas vezes as lê...algo entre o bailado da hipertensão da fonética, com o vasilhame convalescente da fonologia!
Criticam-nos e acusam-nos por sermos intelectuais, como se o intelecto não residisse em seres humanos que não escolheram as humanidades para estudar.
Riem-se, mas não conseguem distinguir as afasias, nem de Brocca nem de Wernicke.A neurobiologia da linguagem não é então mais que um fantasma para a cabeça dos críticos e cépticos dos anti-letras!
Chomsky: obrigado por te teres entregue a esta ciência que ainda tem muito que caminhar na estrada do rigor e dos conhecimentos científicos.
Lindley Cintra: Obrigado pela Breve Gramática do Português e pela investigação dos socio-dialectos.
Leite de Vasconcelos: A sua sala, onde tantas vezes pousou os seus neurónios...o quadro preto, onde tantas vezes consolidou esquemas interpretativos de análise gramatical...eu ainda consigo sentir a sua presença! A presença da sua mente!
Isabel Hub Faria: Saudades de si, das suas aulas apetecíveis. Nunca conhecerei mente tão brilhante!
A todos os ecos que ainda se fazem sentir naqueles corredores!!!! Obrigado!
Vou falar de um homem. Do homem culpado por eu ter seguido Linguística. Meu amado e adorado culpado, este texto de hoje, é todo ele para ti.
Já estamos habituados a ouvir que somos frustrados. Quem disse que não gostamos de o ser? Se o preço a pagar for ser frustado, eu pago!
Perguntam-nos: "Então agora que terminaste Linguística,que curso vais fazer?" - dizem-nos isto porque não valorizam a arte arquitectónica da estrutura de uma frase, a divisão de um ataque complexo de uma sílaba, a estrutura de um som...os esquemas tão eloquentes da parentetização, ao invés dos famosos esquemas em árvore.
Fernando Pessoa dizia que o espírito do Almada Negreiros manifestava-se em não se manifestar, ou seja, a intenção de fazer um acto, sublimava-se como consequência imediata, não o fazer!Eu então ouso não falar de Linguística com ninguém que não seja Linguista. Não adianta!As mentes académicas da área da Psicologia, Educação, Matemática...etc, nunca irão desenvolver sensibilidade para amar a palavra na sua verdadeira concepção, nem valorizar o arrepio que as palavras causam a quem tantas vezes as lê...algo entre o bailado da hipertensão da fonética, com o vasilhame convalescente da fonologia!
Criticam-nos e acusam-nos por sermos intelectuais, como se o intelecto não residisse em seres humanos que não escolheram as humanidades para estudar.
Riem-se, mas não conseguem distinguir as afasias, nem de Brocca nem de Wernicke.A neurobiologia da linguagem não é então mais que um fantasma para a cabeça dos críticos e cépticos dos anti-letras!
Chomsky: obrigado por te teres entregue a esta ciência que ainda tem muito que caminhar na estrada do rigor e dos conhecimentos científicos.
Lindley Cintra: Obrigado pela Breve Gramática do Português e pela investigação dos socio-dialectos.
Leite de Vasconcelos: A sua sala, onde tantas vezes pousou os seus neurónios...o quadro preto, onde tantas vezes consolidou esquemas interpretativos de análise gramatical...eu ainda consigo sentir a sua presença! A presença da sua mente!
Isabel Hub Faria: Saudades de si, das suas aulas apetecíveis. Nunca conhecerei mente tão brilhante!
A todos os ecos que ainda se fazem sentir naqueles corredores!!!! Obrigado!
E agora? Quem ousa chamar-vos de frustrados?


2 Comments:
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